25/02/2010
Funcionária da lotérica do "bolão furado" depõe hoje
A funcionária da lotérica Esquina da Sorte, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que teria esquecido de registrar o bilhete premiado da Mega-Sena, será ouvida nesta quinta-feira (25), por volta das 14h pelo delegado Clovis Nel da Silva. A acusação foi feita pelo proprietário da lotérica, José Paulo Abend, em depoimento na última quarta-feira. Segundo ele, a funcionária esqueceu de registrar a aposta sorteada no concurso 1.555 e ninguém levou o prêmio do último sábado.
Os advogados de 21 dos apostadores estão estudando a ação que vão mover contra a lotérica e a Caixa para pedir o pagamento do prêmio aos seus clientes, possivelmente na semana que vem.
De acordo com o delegado, durante o depoimento, o dono da lotérica também acusou a funcionária de não registrar outros dois bolões e divulgou um vídeo em que a moça aparece remexendo alguns papéis em uma gaveta.
Para o delegado, ainda não é possível definir por meio desse vídeo se ela realmente esqueceu ou não de registrar os bolões, versão dada pelo proprietário. Além da funcionária, o delegado também pretende ouvir outros funcionários da lotérica e mais algumas das vítimas.
O empresário afirma que também deixou de ganhar parte do prêmio porque ficou com quatro cotas não comercializadas do bolão.
- Não posso ser acusado de estelionato pois também havia jogado.
Apostadores compraram 35 cotas de um bolão organizado pela lotérica e foram da euforia à frustração em poucas horas, já que pouco tempo depois que souberam o resultado, descobriram que o jogo não foi repassado à Caixa Econômica Federal.
Outra cota teria sido adquirida por uma funcionária, e as quatro restantes teriam ficado com o dono da agência. Se os 40 participantes do bolão repartissem o prêmio, cada um ficaria com R$ 1,3 milhão.
Em seu depoimento, Abend atribuiu o erro a uma funcionária, dizendo que ela esqueceu numa gaveta os quatro bolões que tinha para registrar, inclusive aquele que continha os números que acabariam sorteados.
O delegado Clóvis Nei da Silva não descartou a hipótese de estelionato. Ele espera informações da Caixa para saber se a loja costumava registrar as apostas que vendia sob a forma de bolão. Também vai tomar depoimento de outros clientes e dos funcionários da agência nos próximos dias.
Fonte: R7
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