 O alto custo da infra-estrutura no Brasil, associado ao favorecimento do câmbio para as importações e à tributação dos bens de capital, fez com que o saldo da balança comercial do setor de bens de capital sob encomenda desmoronasse de superávit de US$ 170,7 milhões entre janeiro e agosto do ano passado, para um déficit de US$ 1,113 bilhão nos oito primeiros meses de 2009.
O segmento é responsável pela produção de equipamentos pesados para obras de infra-estrutura e indústrias de base. A afirmação foi feita nesta quinta-feira pelo presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base (Abdib), Paulo Godoy, após participar de um workshop na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
"A combinação perversa é facilitar a comparação (com produtos do exterior, mais baratos) e importar bens de capital sob encomenda, contra um histórico de superávit comercial que o Brasil vinha tendo há alguns anos. Agora passamos a ter déficit. E déficit grande", reclamou Godoy.
Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações de bens de capital sob encomenda somaram US$ 1,788 bilhão ante US$ 3,311,8 bilhões no mesmo período de 2008. Isso representa uma queda de 46,0%. Já as importações atingiram US$ 2,902 bilhões entre janeiro e agosto de 2009, contra US$ 3,141 bilhões no mesmo período do ano anterior - um resultado 7,6% abaixo do apurado no mesmo período de 2008.
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