 A AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) revisou para cima a projeção de superávit da balança comercial (diferença entre exportações e importações) em 2009, de US$ 17,1 bilhões para cerca de US$ 21 bilhões. A estimativa para as exportações foi reduzida de US$ 163 bilhões para US$ 146 bilhões, enquanto a projeção para as importações caiu de US$ 146 bilhões para quase US$ 125 bilhões.
"A corrente de comércio (soma das exportações e importações) caiu 27% em relação a 2008. A principal razão disso é a queda da demanda mundial e do preço do petróleo. O Brasil continua importando o mesmo volume, mas com cotações menores", afirmou ao Guia Marítimo José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB.
De acordo com relatório divulgado ontem, dia 15, pela AEB, o superávit previsto para 2009 será obtido com queda estimada de 26,1% nas exportações e retração de 28% nas importações. O montante previsto para exportações este ano está próximo do resultado de 2006, US$ 137,8 bilhões.
"O grande destaque das exportações é o açúcar. Devido à quebra na produção da Índia - ao lado do Brasil o maior produtor do mundo - o País aumentou tanto a quantidade exportada como a cotação. As receitas de açúcar demerara (bruto) e refinado devem crescer 69% e 30%, respectivamente", disse Castro.
O executivo ainda adiantou que o minério de ferro, destaque no primeiro semestre, deve terminar 2009 com um resultado 21% inferior ao ano passado.
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